Domingo – na Igreja
09:00 – Escola Bíblica
19:00 – Culto Solene
Quarta-feira – na Igreja
20:00 – Culto de Oração
Quinta-Feira – na Igreja
19:30 – Reunião de Oração das Mulheres (SAF)
19:30 - Reunião dos Homens (UPH)
Sábado – na Igreja
19:30 – Reunião dos Jovens
| Mais forte que a morte |
| 13 de maio de 2010 | |
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O século 21 tem sido marcado por grandes tragédias. Algumas naturais, outras não. Tivemos os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, que causaram a morte de quase 3 mil pessoas, com desdobramentos que seguem semeando ódio e morte. No dia 26 de dezembro de 2004, um grande maremoto devastou a costa de vários países no Oceano Pacífico, causando a morte de quase 300 mil pessoas, deixando milhões desabrigadas. Artigo publicado pela revistaUltimato de mar-abr de 2010
O século 21 tem sidomarcado por grandes tragédias. Algumas naturais, outras não. Tivemos os ataquesterroristas de 11 de setembro de 2001, que causaram a morte de quase 3 milpessoas, com desdobramentos que seguem semeando ódio e morte. No dia 26 dedezembro de 2004, um grande maremoto devastou a costa de vários países no OceanoPacífico, causando a morte de quase 300 mil pessoas, deixando milhõesdesabrigadas. No dia 29 de agosto de 2005, o furacão Katrina atingiu trêsestados do sul dos Estados Unidos, no que foi considerada a maior tragédianatural da história do país, levando a vida de mais de mil pessoas e deixandomilhares sem abrigo. Aqui no Brasil temos assistido à tragédia de milhares defamílias que perderam parentes e casas nas enchentes de 2009 e deste ano. Noinício deste ano, o Haiti, pais já devastado pela miséria, viveu sua maiortragédia quando um terremoto destruiu grande parte da nação, matando cerca de200 mil pessoas e deixando milhões de desabrigados, num cenário comdesdobramentos imprevisíveis. A cada catástrofe ahumanidade se volta às mesmas perguntas e discussões para as quais não existemrespostas -- pelo menos racionais. Uns apelam para a justiça divina como formade castigar a humanidade pecadora. Outros buscam excluir Deus, fazendo dele umCriador sem criação. Existem ainda aqueles que responsabilizam a humanidadepelo descuido do meio ambiente e pela ambição irracional pelo poder, que agoracolhe os resultados de sua insanidade. São tentativas frágeis, por vezesdesumanas, que não respondem às grandes perguntas, nem expressam a graça deDeus. Como olhar para tudoisto e permanecer crendo num Deus que ama? Como continuar crendo num Deus cheiode compaixão e misericórdia diante das catástrofes que roubam a vida decrianças, deixam outras órfãs, em que famílias inteiras perdem tudo o queconstruíram (parentes e bens) em sua já miserável passagem pela vida? Noentanto, o problema continua, com seu terrível peso de morte, destruição edesolação, sem as respostas que todos buscam. É preciso reverência etemor em nosso olhar para a dor e o sofrimento. Não podemos excluir Deus deles,porque onde há sofrimento Deus está presente, mesmo que silenciosamente. Omesmo mistério divino que nos dá vida, perdoa e salva, que sustenta com belezae harmonia o universo por ele criado, é também o mistério presente na tragédiae na dor humana. Qualquer esforço para entender será sempre limitado. Aresposta de Deus ao sofrimento humano não foi tentar explicá-lo, mas enviar seuFilho eterno, que se fez homem entre nós, mergulhou nos abismos da dor e dosofrimento, para nos mostrar, por meio da cruz e da ressurreição, o caminho davida e da esperança eterna. No meio dessas tragédiasreconhecemos que não possuímos nada. Não temos controle sobre nada. O futuronão nos pertence. Tudo pode acabar num instante. Somente em Cristo podemos nosalimentar de uma esperança real e eterna. Nele, e somente nele, temos segurançareal. Diante do sofrimento devemos nos calar e nos abrir para a solidariedade.Nossa mente finita e limitada não consegue compreender os mistérios dopropósito divino; portanto, resta-nos chorar, lamentar e consolar os quesofrem. Nas tragédias o serhumano tende a manifestar o que há de melhor ou de pior no coração. Manifestasolidariedade ou indiferença. Esperança e fé ou ceticismo e desesperança.Bondade e generosidade ou egoísmo e ambição. Temor e reverência a Deus e aosseus propósitos eternos ou revolta e incredulidade. Minha oração é que, emmeio a tantas tragédias, nosso coração continue crente. Que nossa fé sejafortalecida na esperança do Deus que reina. Que nossa resposta seja solidária,compassiva e generosa. Que nossas orações sejam um clamor para que a humanidadese volte para Cristo, em quem a vida, mesmo em meio às piores tragédias,encontra sentido. Porque nele, por meio dele e para ele é que todas as coisasexistem. “Ele faz a ferida e ele cura.” Ao Senhor seja toda glória. • RicardoBarbosa de Sousa épastor da Igreja presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão deEstudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho doCoração”. |